A carregar...
   Lembrar dados  |   Esqueci-me da password
 

Hino ao Amor

De olhar fixo no pensamento, viajei ao imaginário
Perdi-me no tempo, nas memórias…
Percorri e atravessei a trilha das almas
Ouvi sons de passos que não dei…
Despertei com o estalar do fogo, fogo que só tu sabes atear
O calor que me invade o corpo, envolve-me e unifica-me…
Aumenta em mim uma chama difícil de conter ou dominar
Sinto nascer em mim a sede insaciável…
Desejos secretos não acessíveis a todos os olhares
Envolvida por águas revoltas e macias
Reconheço a ternura das tuas emoções
Embalada pela dor penetrante de um ardente encontro
Sinto-me abraçada pelo som orquestrado de uma pintura com vida
Ouvem-se os ecos da passagem…
Murmúrios audíveis de um grito inquieto
Passível de inflamar as almas
Resgate do amor eterno
Na tela e na vida, atravessei o arco-íris.


Susana Silva


  • Amor É Fogo Que Arde Sem Se Ver

    Amor é fogo que arde sem se ver;
    É ferida que dói e não se sente;
    É um contentamento descontente;
    É dor que desatina sem doer;


    É um não querer mais que bem querer;
    É solitário andar por entre a gente;
    É nunca contentar-se de contente;
    É cuidar que se




  • Olhos Negros

    Por teus olhos negros, negros,
    Trago eu negro o coração,
    De tanto pedir-lhe amores...
    E eles a dizer que não.


    E mais não quero outros olhos,
    Negros, negros como são;
    Que os azuis dão muita esp'rança
    Mas fiar-me eu neles, não.


    Só negros, negros os






  • Amar!

    Eu quero amar, amar perdidamente!
    Amar só por amar: aqui... além...
    Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente...
    Amar! Amar! E não amar ninguém!


    Recordar? Esquecer? Indiferente!...
    Prender ou desprender? É mal? É bem?
    Quem disser que se pode amar




  • Senhora Partem Tam Tristres

    Senhora, partem tam tristes
    meus olhos por vós, meu bem,
    que nunca tam tristes vistes
    outros nenhuns por ninguém.


    Tam tristes, tam saudosos,
    tam doentes da partida,
    tam cansados, tam chorosos,
    da morte mais desejosos
    cem mil vezes que da vida.
    Partem tam







  • Olha Marília, As Flautas Dos Pastores

    Olha, Marília, as flautas dos pastores
    Que bem que soam, como estão cadentes!
    Olha o Tejo a sorrir-se! Olha, não sentes
    Os Zéfiros brincar por entre flores?


    Vê como ali beijando-se os Amores
    Incitam nossos ósculos ardentes!
    Ei-las de planta em planta as




  • O Amor É Uma Companhia

    O amor é uma companhia.
    Já não sei andar só pelos caminhos,
    Porque já não posso andar só.
    Um pensamento visível faz-me andar mais

    depressa
    E ver menos, e ao mesmo tempo gostar bem de ir

    vendo tudo.


    Mesmo a ausência dela é uma coisa que

    está



  • Amar

    Que pode uma criatura senão,
    entre criaturas, amar?
    amar e esquecer,
    amar e malamar,
    amar, desamar, amar?
    sempre, e até de olhos vidrados amar?


    Que pode, pergunto, o ser amoroso,
    sozinho, em rotação universal, senão
    rodar também, e amar?
    amar o que o mar







  • Memória

    Em meus momentos escuros
    Em que em mim não há ninguém,
    E tudo é névoas e muros
    Quanto a vida dá ou tem,
    Se, um instante, erguendo a fronte
    De onde em mim sou aterrado,
    Vejo o longínquo horizonte
    Cheio de sol posto ou nado


    Revivo, existo, conheço,
    E,







  • Este Inferno De Amar

     Este inferno de amar - como eu amo!
     Quem mo pôs aqui n'alma...quem foi?
    Esta chama que atenta e consome,
     Que é a vida - e que a vida destrói -
    Como é que se veio a atear,
    Quando - ai quando se há - de ela apagar?
    Eu não sei, não lembra:





  • O Amor, Quando Se Revela

    O amor, quando se revela,
    Não se sabe revelar.
    Sabe bem olhar p'ra ela,
    Mas não lhe sabe falar.

    Quem quer dizer o que sente 
    Não sabe o que há de dizer. 
    Fala: parece que mente 
    Cala: parece esquecer

    Ah, mas se ela adivinhasse, 
    Se










  • Delírio

    Nua, mas para o amor
    não cabe o pejo
    Na minha a sua boca
    eu comprimia.
    E, em frêmitos
    carnais, ela dizia
     - Mais abaixo, meu
    bem, quero o teu beijo!
    Na inconsciência
    bruta do meu desejo
    Fremente, a minha
    boca obedecia,
    E os seus seios,
    tão rígidos














Votar
Tags
 

 
Comentários  0 Comentários
Adicionar Comentário

Não se encontram associados comentários a esta página
 
 

No Dia dos Namorados preferes receber...

Ver Resultados